
Existe um momento em que insistir apenas na medicação deixa de ser a melhor estratégia?
O tratamento medicamentoso pode controlar os sintomas da hiperplasia prostática por bastante tempo. Mas a decisão de mantê-lo não deve ser baseada apenas na percepção de que “ainda dá para conviver” com o problema.
Resposta insuficiente às medicações, retenção urinária, infecções recorrentes, cálculos na bexiga e repercussões provocadas pela obstrução podem mudar a estratégia terapêutica.
É justamente nesse ponto que a avaliação precisa ir além dos sintomas e considerar próstata, bexiga, exames, histórico clínico e impacto do quadro sobre o sistema urinário.
Quando existe indicação de tratamento cirúrgico, técnicas como o HoLEP podem entrar entre as possibilidades. A questão não é operar cedo ou tarde demais, mas identificar o momento em que continuar apenas tratando os sintomas já não representa a melhor conduta para aquele paciente.