Próstata aumentada (HPB): avaliação e tratamento em Salvador

Hiperplasia prostática benigna, ou HPB, é o nome técnico do crescimento não canceroso da próstata. É comum com o avançar da idade e nem sempre exige cirurgia.

O que define a conduta é a avaliação individual. Os sintomas, o exame físico, o volume da glândula e o impacto sobre a bexiga entram na decisão.

Dr. Paulo Furtado · Médico · CRM-BA 13.186 · Urologista · RQE 5733

O que é a hiperplasia prostática benigna

A próstata é uma glândula que fica logo abaixo da bexiga e envolve a uretra, o canal por onde a urina sai. Com a idade, ela tende a crescer. Quando esse crescimento aperta o canal, começam os sinais urinários.

50%

Cerca de metade dos homens acima dos 50 anos tem algum grau de hiperplasia prostática benigna

Não é
câncer

O crescimento da HPB é benigno e não se transforma em câncer de próstata. São condições diferentes

Nem sempre
opera

Parte dos casos é acompanhada ou tratada com medicamento. A cirurgia entra quando há indicação

  • Jato urinário mais fraco do que era antes
  • Vontade de urinar várias vezes, inclusive acordando à noite
  • Sensação de não esvaziar a bexiga por completo
  • Demora para começar a urinar ou necessidade de fazer força
  • Interrupção do jato no meio da micção
  • Urgência para chegar ao banheiro
Nenhum desses sinais, isolado, fecha diagnóstico. Eles aparecem também em outras condições urológicas, e a intensidade não acompanha necessariamente o tamanho da próstata. Homens com glândula grande podem ter poucos sintomas, e o contrário também acontece.

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Por que os sintomas aparecem

O incômodo não vem do tamanho da próstata em si. Vem do que o crescimento provoca no canal da urina e, com o tempo, na bexiga.

O que muda quando a próstata cresce

1 Canal livre A urina passa sem resistência 2 Canal comprimido A próstata cresce e aperta a uretra 3 A bexiga compensa Faz mais força para esvaziar

Esquema ilustrativo, sem escala anatômica. A evolução varia de paciente para paciente.

É por isso que a avaliação não olha só o volume da próstata. Ela mede o quanto o esvaziamento está comprometido e se a bexiga já está trabalhando além do normal. Esses dois pontos pesam mais na decisão do que o número que aparece no laudo.

Como é a avaliação

Quatro etapas até existir um plano de conduta.

1

Consulta

História clínica, medicamentos em uso e um questionário que mede a intensidade dos sintomas urinários e o quanto eles atrapalham a rotina.

2

Exame e exames

Exame físico, incluindo o toque retal, mais os exames indicados em cada caso, como PSA, ultrassonografia e medição do fluxo urinário.

3

Leitura do conjunto

Os sintomas, o volume da próstata, o resíduo que fica na bexiga e o estado geral do paciente são lidos juntos, não isoladamente.

4

Plano

A conduta é definida com o paciente: acompanhar, tratar com medicamento ou considerar a cirurgia, com os motivos explicados.

As condutas possíveis

Conteúdo educativo. A escolha depende da avaliação individual e é revista ao longo do acompanhamento.

Conduta Quando costuma ser considerada O que envolve
Acompanhamento Sintomas leves, sem repercussão sobre a bexiga ou os rins Retornos programados, ajustes de hábito e reavaliação periódica. Nenhum medicamento é iniciado
Medicamento Sintomas que já incomodam a rotina Uso contínuo, com reavaliação da resposta e dos efeitos. Não remove o tecido, atua sobre o sintoma
Cirurgia endoscópica Quando o medicamento deixa de controlar, ou diante de repercussões como retenção urinária e cálculo de bexiga Remoção do tecido que comprime o canal, pela uretra, sem cortes na pele. HoLEP e RTU são as técnicas mais usadas
Embolização Casos selecionados, avaliados individualmente Feita por cateter, pela radiologia intervencionista. Reduz o fluxo de sangue para a glândula, sem remover tecido
Quando a indicação é cirúrgica, a técnica também é escolhida caso a caso, levando em conta o volume da próstata e as condições clínicas.
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Dr. Paulo Furtado, médico urologista, CRM-BA 13.186, RQE 5.733

Dr. Paulo Furtado

CRM-BA 13.186 · RQE 5.733

Médico Urologista
Cirurgião Urológico
Especialista em Cirurgia a Laser de Próstata (HoLEP/ThuLEP)

  • Especialista em Cirurgia a Laser de Próstata (HoLEP)
  • Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Seção Bahia
  • Doutorado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
  • Médico Urologista dos Hospitais Português e Aliança
  • Coordenador do Serviço de Urologia do Hospital Municipal do Homem
  • Preceptor do Serviço de Urologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos

Com mais de 20 anos de experiência em urologia e cirurgias minimamente invasivas.

CRM-BA 13.186 · RQE 5.733

Perguntas frequentes

As dúvidas que mais aparecem na consulta sobre próstata aumentada.

Próstata aumentada é câncer

Não. A hiperplasia prostática benigna é um crescimento benigno e não se transforma em câncer de próstata. São condições distintas, que podem coexistir no mesmo paciente sem uma causar a outra. Justamente por poderem coexistir, a avaliação de rotina investiga as duas coisas.

Toda próstata aumentada precisa de cirurgia

Não. Parte dos casos é acompanhada sem medicamento, e outra parte é controlada com tratamento medicamentoso por anos. A cirurgia entra quando há indicação clínica, seja pela perda de controle dos sintomas, seja por repercussões sobre a bexiga ou os rins.

Que exames costumam ser pedidos

Depende do caso. Os mais frequentes são o PSA, a ultrassonografia do aparelho urinário com medida do volume prostático e do resíduo pós-miccional, e a medição do fluxo urinário. O que será solicitado é definido na consulta, a partir da história e do exame físico.

PSA alto significa câncer

Não necessariamente. O PSA pode subir por várias razões, entre elas a própria hiperplasia, processos inflamatórios e infecções. Um valor alterado indica que é preciso investigar, não que existe um diagnóstico. A interpretação considera a idade, o volume da próstata e a evolução do exame ao longo do tempo.

O medicamento resolve para sempre

O tratamento medicamentoso pode controlar os sintomas por um longo período, mas não remove o tecido que comprime o canal. Em parte dos pacientes a resposta diminui com o tempo, e é aí que a conduta é reavaliada. O acompanhamento existe para perceber essa mudança cedo.

Quando a cirurgia passa a ser considerada

As diretrizes de urologia passam a considerar a indicação cirúrgica em situações como falha do tratamento medicamentoso, retenção urinária, infecções urinárias de repetição, cálculo na bexiga, sangramento persistente ou comprometimento da função renal. A decisão é sempre individual.

O atendimento é particular ou por convênio

O consultório atende de forma particular e também por convênios. A cobertura depende do plano e da operadora de cada paciente. A equipe informa a situação do seu convênio no primeiro contato.

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